quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Aquecimento aumentará primavera para plantas

Estudo sobre o impacto do aquecimento global prevê que, até 2050, a primavera irá começar um mês antes e terminar semanas depois para as plantas.

A pesquisa foi conduzida por Malcolm Clark, da Universidade Monash, na Austrália, e Roy Thompson, da Universidade de Edimburgo, Escócia. Adotando uma aproximação linear do aumento da temperatura a cada primavera, eles derivaram uma expressão simples para as mudanças esperadas nas datas de floração.

Em regiões costeiras, foi constatado que o aumento de 1º C na temperatura significa que as flores desabrocharão como se a primavera tivesse começado 16 dias antes e terminado 11 dias depois. Nas regiões mais distantes do oceano o impacto será menor, mas significante, com a primavera das flores começando sete dias antes e terminando 11 dias depois para cada grau de aquecimento.

As análises foram baseadas em registros de plantas da Royal Botanic Garden (RBGE), em Edimburgo, feitos desde 1850, e também em registros do tempo da mesma cidade guardados desde 1775. Clark e Thompson confirmaram que o calendário de floração mudou para muitas plantas da coleção do RBGE, já que elas passaram desabrochar cada vez mais cedo conforme se constatou um aumento da temperatura.

Com esses dados, os pesquisadores traçam uma estatística capaz de prever as conseqüências do aumento de temperatura para as plantas – e apesar de ter sido feito com dados da Escócia, o modelo seria aplicável a outras regiões.

Entre os locais mais afetados estariam as Ilhas Britânicas, Europa Ocidental, costa atlântica da América do Norte, Nova Zelândia, Chile e norte da África. Já algumas das árvores mais afetadas seriam a cerejeira, a pereira e o pessegueiro.

O fato de as plantas ficarem fora de sintonia das estações “normais” pode causar sérios impactos ambientais, afetando a polinização e, consequentemente, outras plantas, animais e até mesmo o homem. Além disso, é difícil saber se as plantas se adaptariam tão rápido às mudanças climáticas – o que colocaria muitas espécies em risco de extinção.

Seguindo os cálculos do modelo criado, se as previsões mais pessimistas se cumprirem, e a Terra esquentar 5º C até o fim do século, em 2100 poderemos estar colhendo flores em pleno inverno.

O estudo foi publicado no International Journal of Climatology.


Via > Info Online

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